quinta-feira, 20 de março de 2014

Zoonoses emergentes em Portugal

Ao fazermos uma pesquisa sobre as zoonoses emergentes em Portugal encontrámos este artigo: “Zoonoses emergentes em Portugal” do Prof. Doutor J. A. David de Morais, publicado na revista Mundo Farmacêutico, edição de Setembro/Outubro de 2006 que achamos interessante partilhar:
“Nas décadas de 40 e 50, diversas personalidades médicas exprimiram a opinião de que, por recurso a antibióticos, vacinas, inseticidas, etc., as doenças infeciosas e parasitárias estavam «condenadas a desaparecer». Todavia, volvido que foi meio século, não só várias daquelas doenças aumentaram de incidência como, em muitos casos, tornaram-se ainda mais difíceis de tratar (casos flagrantes da tuberculose e malária, entre outras).
Aliás, ocorre lembrar que, de acordo com a OMS, cerca de 1/3 da mortalidade humana em todo mundo é devida a doenças do foro infecioso e parasitário. Acresce que, nos últimos 20 anos, foram descritos cerca de 30 novos agentes infeciosos que antes eram totalmente desconhecidos da Ciência, sendo que um número considerável deles são zoonoses.
Entre as várias razões que têm contribuído para o aumento da incidência daquelas doenças, haverá que referir: as alterações climáticas; a degradação ambiental; o aumento da toxicodependência, da prostituição e da homossexualidade; o envelhecimento populacional; o aumento das infeções nosocomiais e da resistência aos antibióticos; a maior mobilidade das populações; a eclosão de conflitos bélicos; o aparecimento de novas doenças (doenças emergentes) e o recrudescimento de antigas (doenças reemergentes), etc.
Assim, dada a relevância atual das zoonoses emergentes, dedicar-lhes-emos a nossa atenção, restringindo-nos, todavia, tão-só ao território nacional:
 
1 Arbiviroses
Têm por reservatórios diversos vertebrados, sendo que, grosso modo, as aves assumem uma relevância especial como reservatórios. Foram identificados em Portugal os seguintes arbovírus: Ntaya, Banzi, Dhori, Thogoto, West-Nile, Febre-Hemorrágica Congo-Crimeia e vírus Toscana. As suas manifestações clínicas são também muito diversas, mas serão de referir quadros do tipo gripal, febres hemorrágicas e meningoencefalites.
 
2 Hantaviroses
Os seus reservatórios são roedores. Na Europa, foram identificados os seguintes vírus do género Hantavirus: Puumala, Dobrava-Belgrado e Saaremaa. As infecções por Hantavirus podem ser assintomáticas ou apresentar manifestações de falência renal (impondo, por vezes, a necessidade de recurso à hemodiálise), edema pulmonar não cardiogénico ou até mesmo falência multiórgãos.

3 Ehrlichiose e anaplasmose
Inicialmente, entendia-se que as duas principais bactérias causadoras de «ehrlichiose» pertenciam ambas ao género Ehrlichia, mas estudos filogenéticos subsequentes mostraram tratar-se de dois géneros distintos. Têm como reservatórios diversos animais domésticos e assumem maior importância a Ehrlichia chaffeensis e o Anaplasma phagocytophilum.
A clínica pode consistir apenas em quadros febris, mas estão também descritas falências pulmonares e renais agudas e até mesmo encefalopatias.

4 Rickettsioses
Foram identificadas no nosso País as seguintes rickettsias: R. typhy (produzindo o clássico tifo endémico), R. conorii (responsável pela chamada febre escaronodular ou febre botonosa), R. slovaca (que determina, caracteristicamente, eritema e linfadenopatias), R. helvetica (supostamente responsável por certas cardiomiopatias e por quadros febris sem exantema) e R. sibirica mongolotimonae (que produz o tifo siberiano por carraça e/ou a «linfangite associada a rickettsioses»). A primeira das rickettsias referidas tem como vectores as pulgas dos ratos e as restantes são transmitidas por diversas espécies de carraças.

5 Tularemia
 Os principais reservatórios da Francisella tularensis são, na Península Ibérica, as lebres e os seus quadros clínicos são muito diversificados: úlceras glandulares, pneumonites, situações semelhantes a febres tifóides, septicemias, etc. Em Espanha foram descritos surtos epidémicos relacionados com a caça e manipulação de lebres e também com a pesca ao lagostim de água doce.

6 Bartoneloses
Os principais reservatórios parecem ser os gatos e o próprio homem. Na Europa, foram descritas a Bartonella quintana, B. henselae e B. elizabethae. As manifestações clínicas podem incluir febre, adenopatias, angiomatose bacilar, doença da arranhadura do gato, endocardite, etc.
A infecção assume especial acuidade em indivíduos imunodeprimidos, sendo que, em casos de SIDA, a angiomatose bacilar tem sido mesmo confundida com o sarcoma de Kaposi.

7 Borreliose de Lyme
Os seus vectores são carraças (entre nós, o Ixodes ricinus). Trata-se de uma doença proteiforme («a nova grande simuladora»), podendo apresentar manifestações cutâneas (eritema migrans, linfocitoma e acrodermatite crónica atrófica), articulares (artrite de Lyme), cardíacas (bloqueios de ramo intermitentes, pancardite e, talvez, certas formas de miocardiopatia hipertrófica), oculares (conjuntivite, iridociclite, vasculi­te retiniana, coroidite, nevrite do óptico, panoftalmia, queratite, etc.) e neurológicas (parésias e paralisias periféricas ou cranianas, mielites, encefalites, meningites crónicas, vasculi­tes cerebrais, pseudo tumores cerebrais, síndromes demenciais, quadros like esclerose múltipla, etc.).”
Prof. Doutor J. A. David de Morais
Departamento de Ecologia da Universidade de Évora e Hospital do Espírito Santo de Évora

http://saudepublica.wordpress.com/arquivo/zoonoses/

terça-feira, 4 de março de 2014

Pombos são risco à saúde pública

Problema Dejectos de gaivotas e pombos são risco à saúde pública
As gaivotas e os pombos põem em risco o património e a saúde pública, alerta hoje o Jornal de Notícias (JN), que adianta que os dejectos e bicadas estão a destruir monumentos e edifícios classificados do Porto, e que as gaivotas são um reservatório de bactérias resistentes a antibióticos, semelhantes às que existem nos hospitais.
Gaivotas e pombos são um risco à saúde pública e destroem o património. De acordo com o JN, os dejectos e as bicadas destas aves estão a destruir o granito de monumentos e edifícios classificados do Porto e as gaivotas são um foco de bactérias resistentes a antibióticos, idênticas às que existem nos hospitais.
"Para combater a praga dos ratos, começamos a adoptar os gatos. Esperemos que não suceda o mesmo com as gaivotas e tenhamos de adoptar falcões", aponta o investigador Paulo Martins da Costa, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS).
As gaivotas são aves territoriais com grande capacidade de adaptação às adversidades, encontrando na cidade Invicta um porto seguro, e até há quem os apelide de ratos com asas, conta o JN.
Estas aves alimentam-se em águas contaminadas, de lixo e de comida de cidadãos generosos ou alimentos destinados a gatos e cães vadios que aproveitam, mas o efeito é preverso. É que estas condições estimulam a reprodução e permanência das gaivotas na cidade, estando a contaminá-la com bactérias muito resistentes.
"São um reservatório. Albergam-nas nos intestinos onde se reproduzem, sendo depois reintegradas no meio ambiente", através das fezes, explica Paulo Martins da Costa. Depois, os dejectos secam e transformam-se em pó que pode acabar ingerido ou inalado pelos humanos. Mas também ficam marcas no património, sendo que, neste caso, os pombos fazem mais estragos do que as gaivotas.
http://www.noticiasaominuto.com/pais/92147/dejectos-de-gaivotas-e-pombos-s%C3%A3o-risco-%C3%A0-sa%C3%BAde-p%C3%BAblica#.UxWoM03ivmQ

Por isso a importância de cumprir as normas de Higiene, limpeza e salubridade das vias e outros lugares públicos e não alimentar animais na via publica. Em São João da Madeira pode incorrer em coimas que vão de €30,00 a € 300,00 (Regulamento Municipal de Resíduos Sólidos Urbanos e Limpeza Urbana aprovado a 10 de Fevereiro de 2009 em que no Art. 17º da Secção IV e o Art. 32º alíneas: a), b), d) e e) da Secção II do Capítulo IV bem como o Anexo I).
 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sessão de DiscDog no Jardim Municipal de São João da Madeira nos dias 1 e 2 de Março




Venha divertir-se e ver cães espetaculares em treino de obediência e a fazerem habilidades.
De tarde, a partir das 15H00 e é gratuito.

POR FAVOR NÃO TRAGAM OS VOSSOS CÃES!

https://www.facebook.com/events/541956182565370/?previousaction=join&source=1


ANULADO PARA O PUBLICO DEVIDO AO MAU TEMPO.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

FAO descarta hipótese de transmissão de gripe aviária A (H7N9) de humanos para animais


A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) informou nesta quarta-feira (19) que não há evidências de que os pacientes humanos infetados com o vírus da gripe aviária A (H7N9), um vírus de baixa patogenicidade nas aves de curral, possam transmitir o vírus a animais, incluindo as aves.
A FAO refere-se ao primeiro caso humano de gripe aviária A (H7N9) fora da China, recentemente detecado na Malásia.
A paciente, oriunda da província de Guangdong, na China, onde se acredita que contraiu a infeção, visitou a Malásia como turista e se chinesa de Taiwan e em Hong Kong. “É provável que surjam novamente casos em um futuro não muito distante. Mas até agora, o vírus não foi encontrado em populações de aves fora das áreas afetadas da China.”
As aves que tenham encontra internada neste país. Guangdong é uma das províncias chinesas mais afetadas pelo vírus H7N9 em 2014.
“Este caso não tem nada de surpreendente e não deve gerar pânico, mas deve lembrar ao mundo que não devemos baixar a guarda. Os seres humanos que contraem a gripe A (H7N9) não representam uma ameaça para as aves de curral”, afirmou o responsável pelo Serviço Veterinário da FAO, Juan Lubroth.
Acrescentou também que “na verdade, não temos nenhuma evidência de que as pessoas infetadas possam transmitir o vírus a outras espécies, incluindo às aves. O maior risco de transmissão é o comércio não controlado de aves vivas entre áreas afetadas e não afetadas”.
O contágio pode se dar em pessoas após um contato próximo com aves de curral infetadas, principalmente em mercados onde essas aves são vendidas vivas ou quando são abatidas em casa.
As avaliações de risco realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que se as pessoas infetadas de áreas afetadas viajarem de um país para outro, a propagação a nível comunitário é também improvável, uma vez que o vírus não é facilmente transmitido entre humanos
Lubroth afirmou que estes casos humanos “importados”, como aconteceu na Malásia na semana passada, já ocorreram no passado, em áreas não afetadas da China, como em Guizhou, na província contraído a gripe A (H7N9) não apresentam sinais clínicos, o que torna mais difícil a deteção precoce do vírus nas populações de aves. A FAO apela aos países para que adaptem seus programas de controle e passem a incluir este novo vírus.
Uma das principais recomendações é concentrar o controle nos pontos críticos de introdução, ou seja, onde há comércio direto ou indireto de aves vivas com áreas infestadas.
Para reduzir a exposição humana a agentes zoonóticos em geral, devem ser introduzidas ou reforçadas medidas de biossegurança nos mercados de aves vivas, incluindo a limpeza e desinfeção frequentes, o estabelecimento de dias de folga sem a presença de aves de curral e a aplicação de normas adequadas de higiene e segurança.
Com o forte apoio da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a FAO tem ajudado vários países-membros a se preparar para uma possível introdução do vírus A (H7N9) nas suas populações de aves.
A FAO está concentrando seus esforços em países de alto risco, disponibilizando avaliações de risco, planos de contingência, reforço da capacidade de diagnóstico e monitoramento com base no risco.

Dirofilariose

Dirofilariose é uma zoonose, ou seja,  é uma doença infeciosa transmissível, em condições naturais, dos animais vertebrados – tanto domésticos como selvagens – ao homem e inversamente.
 
Caracterização do agente:
A Dirofilariose é uma infeção causada por um parasita de nome Dirofilária, sendo também conhecido como a “doença do verme do coração”.
Em Portugal, este parasita localiza-se preferencialmente nas regiões do Ribatejo, Alentejo, Algarve  e Ilha da Madeira.
O parasita atinge os vasos sanguíneos causando obstrução da corrente sanguínea, juntamente com tromboembolismos. Esta patologia pode levar à incapacitação ou mesmo morte do animal afetado.
A dirofilária afeta principalmente cães mas também pode afetar gatos e animais silvestres.
Modo de transmissão
A transmissão ocorre através da picada de mosquito Fêmea ( Culex pipiens) infetada com larvas de dirofilária ( microfilárias)
 
presentes no animal infetado. As microfilárias tornam-se infetantes após 10 a 15 dias dentro do mosquito onde posteriormente serão inoculadas num animal saudável. Após a inoculação num animal saudável, as microfilárias migram para as artérias pulmonares e coração, onde se desenvolvem até ao estado adulto em 6 meses.
Para visualizar um vídeo ilustrativo acerca da dirofilariose, seguir o seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=lbFe9G3ntQg
Sintomatologia:
Os sintomas normalmente surgem após vários meses de o animal ser infetado. São mais comuns as dificuldades respiratórias, tosse crónica, intolerância ao exercício, perda de apetite e emagrecimento, edemas , perda de consciência e morte súbita ( em casos mais avançados).
Poderá haver animais sem sintomatologia, sendo preocupante quando os animais manifestam os sintomas, porque pode-se estar perante um caso irreversível.
Os gatos também podem contrair dirofilariose, apesar de ser mais raro do que nos cães, sendo os sintomas nos gatos mais agudos, levando mesmo à morte súbita sem que o dono detete qualquer sintoma.
Tratamento:
Se esta patologia for diagnosticada precocemente, tem cura mediante tratamento químico, apesar de ser um tratamento dispendioso que apresenta alguns riscos  para a saúde do animal.
Prevenção:
A prevenção é feita mensalmente através de comprimidos que eliminam as formas larvares de dirofilária, ou mediante o uso de repelentes que previnam a picada do mosquito.
 
Dirofilariose humana
O Homem pode infetar-se quando os vetores contendo microfilárias em fase infetante se alimentam deste.  Estes vermes são assim transmitidos para o sangue periférico e normalmente não conseguem ultrapassar o tecido subcutâneo, morrendo neste. Contudo existem vários estudos que relatam casos de dirofilariose humana, tendo sido o primeiro caso relatado no Rio de Janeiro, em que uma menina apresentava dois parasitas adultos no coração.
Um estudo realizado entre 1990 e 1999 em Itália identificou 60 novos casos de dirofilariose humana sendo que os parasitas localizam-se mais frequentemente no pulmão, musculatura do braço e perna, escalpe e olho, como se demonstra na figura seguinte:
Outro estudo realizado a nível europeu em 1999 identificou as regiões em que existe maior  prevalência de Dirofilaria spp. e identificou o numero de casos reportados de dirofilariose humana.

http://saudepublica.wordpress.com/arquivo/zoonoses/

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Hidatidose

 
A Hidatidose é uma zoonose, ou seja,  é uma doença infeciosa transmissível, em condições naturais, dos animais vertebrados – tanto domésticos como selvagens – ao homem e inversamente.
 
 
“Portugal foi o Estado membro da União Europeia (UE) que registou o maior aumento de casos de quisto hidático em 2004, revela o primeiro relatório anual da Agência Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) sobre doenças zoonóticas (…) Em 2004 foram detetados em Portugal 57 casos humanos de hidatidose, contra dez em 2003, sem que tenham sido dadas explicações para este aumento. “
Fonte: Público
A equinococose/hidatose é uma doença provocada, em Portugal, por um parasita chamado Equinococcus granulosus que se encontra no intestino do cão parasitado.
Ciclo de vida:
 
Vídeo da Hidatidose : http://youtu.be/Ddk_jkP4_Rc 
 
Nos últimos quatro anos, a Direcção Geral de Saúde (DGS) registou uma média de 17 casos de infeção por hidatidose por ano, mas a própria DGS afirma que estes dados estão longe da realidade, apesar de se tratar de uma doença de declaração obrigatória. «Os números existentes estão certamente muito afastados da realidade porque, na maior parte das vezes, este problema não é sequer reportado às autoridades de saúde. Muitas vezes os médicos dos centros de saúde passam os anti-parasitários e não registam os casos», explicou à Lusa Judite Catarino, da DGS. »
Fonte: Lusa (25 Fevereiro de 2005)
Esta doença parece apresentar maior prevalência no Alentejo, constituindo os Concelhos de Elvas, Alandroal e Campo Maior, os que apresentam uma das maiores prevalências de hidatidose humana em termos europeus. Em Portugal e Espanha, ainda que a situação tenha melhorado nos últimas décadas em termos de saúde animal, são significativos os casos humanos quer em adultos quer em crianças, estes último grupo verdadeiro indicador da incidência desta doença de desenvolvimento lento e cujo diagnóstico frequentemente apenas ocorre várias décadas após o início do parasitismo.
Algumas câmaras municipais realizam campanhas de informação e prevenção da hidatidose oferecendo desparasitações orais gratuitas aos animais de companhia. Também os hospitais, e a sociedade portuguesa de hidatidologia organizam campanhas de rastreio da hidatidose, sendo estas medidas bastante importantes devido à elevada prevalência de hidatidose no nosso país e, em especial, no Alentejo.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Cães perigosos ainda sem treinadores certificados

Há seis meses que a lei exige que o treino seja feito por treinadores certificados, mas o Governo ainda não fez o regulamento.

Esta era uma das principais novidades da legislação contra cães perigosos ou potencialmente perigosos que tinham de passar a estar treinados por alguém registado na Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).
O problema é que ainda não há regulamento que defina o que é um treinador certificado.
Questionada pela TSF, a DGAV justifica-se e diz que os regulamentos sobre esta matéria são «extremamente complexos» pois interferem diretamente com a segurança, razão que levou os responsáveis a pedir «os contributos de peritos e das forças policiais». O processo está em fase de avaliação jurídica e até que se conclua ninguém é obrigado a ter o cão com este tipo de treinos.
Entretanto, as associações que trabalham com cães têm sido contactadas por donos preocupados porque sabem que a nova lei passou a exigir um treinador certificado. É isso que tem acontecido no Rottweiler Clube de Portugal e na Associação de Treinadores Amadores e Amigos do Cão.
Cláudio Nogueira conta que tem explicado aos donos que esta parte da leipois falta a regulamentação da DGAV. O treino com treinadores certificados foi uma das principais novidades da nova lei contra cães potencialmente perigosos.

Nuno Guedes